Uso de drones acelera análise geológica, diz especialista

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O uso de imagens de drones para análises geológicas foi abordado pelo professor Eleudo Esteves de Araújo, da Universidade de Brasília (UnB), no quarto e último dia do Workshop Internacional sobre Risco de Escorregamentos em Regiões Montanhosas, organizado pelo Centro Universitário IESB, em Brasília (DF). O aumento na tecnologia dos equipamentos permite uma operação mais segura, rápida, barata e com maior qualidade de imagem.

“Antigamente o processo de equipar uma aeronave para realizar uma operação de análise geológica levava um ano”, disse Eleudo durante o evento, ocorrido de 11 a 14 de março. “Com os drones atuais, você faz essa análise e tem os resultados no final do dia. É muito mais rápido, não oferece risco para o piloto, e o equipamento é muito mais barato”.

A técnica pode ser usada, por exemplo, para buscar sinais de deslizamentos em uma área. A resolução das câmeras e a proximidade com o solo permitem que o drone encontre “cicatrizes” de movimentos de terra passados que não seriam vistos de um avião comum ou de imagens de satélite.

Eleudo explicou como é feito o planejamento de uma operação com drone, chamado oficialmente de Aeronave Pilotada Remotamente (RPA, sigla em inglês). A equipe de análise utiliza mapas e imagens de satélite para planejar as rotas por terra e para fazer o plano de voo para o drone. Depois, é preciso ter uma permissão do governo para realizar o voo com o equipamento.

“Nós conseguimos, por exemplo, flagrar uma operação ilegal com uma draga. Fomos ao local e a imagem do drone mostrou o equipamento escondido e até uma pessoa se movendo pelo local. De 8h às 14h daquele dia, nós fomos das primeiras imagens até a apreensão do equipamento, o que não seria possível com aeronaves convencionais”, afirmou.

Aplicações

Para o engenheiro mecânico Josiel Gomes, o uso de drones reduz o custo com mão de obra e faz com que os trabalhos sejam executados em menos tempo, já que “este acompanhamento é realizado de forma rápida e requer geralmente dois profissionais, o piloto e o observador”. “Com a utilização do drone, o gestor de projeto tem a possibilidade de acompanhar o que já foi e o que está sendo executado em tempo real”, disse.

De acordo com ele, os drones são usados em atividades do setor minerário e geológico, mas também em diversas áreas com diferentes funcionalidades. “Empresas dos segmentos de infraestrutura, transporte, mídia e entretenimento, agricultura, telecomunicação e segurança já utilizam. Na engenharia civil, a inspeção visual para verificar a existência de patologias em fachadas pode ser feita com a utilização do drone também”. As informações são do Centro Universitário IESB.

Fonte: https://www.noticiasdemineracao.com

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