Mineradoras devem aproveitar alta dos preços do minério de ferro

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De acordo com o relatório, o preço do minério de ferro não cairá abaixo de US$ 70 a tonelada em um curto prazo devido à oferta mais apertada após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), e à subseqüente desativação de minas em todo o Estado de Minas Gerais.

As fortes chuvas registradas no norte do Brasil também afetaram a produção no Sistema Norte da Vale. “As minas brasileiras paradas representam 93 milhões de toneladas de produção anual”, disse o relatório.

A oferta global também está restrita devido a uma série de ciclones na Austrália, que danificaram o porto da Rio Tinto e interromperam as exportações da Fortescue Metals Group (FMG) e da BHP Billiton.

Na visão da Fitch, as empresas australianas poderiam perder até 25 milhões de toneladas de produção em 2019, principalmente depois que a Rio Tinto e a BHP confirmaram que a produção deste ano será menor devido às tempestades.

Enquanto isso, a demanda deve permanecer constante, particularmente a da China, que representa cerca de 60% do consumo global de minério de ferro no mercado transoceânico. Isso ocorre porque o governo central decidiu adotar medidas de estímulo, como a redução de impostos sobre valor agregado e a promoção do desenvolvimento de infraestrutura.

Menor oferta, demanda saudável e preços mais altos significam recursos extras para os cofres das mineradoras. Segundo a Fitch, isso deve beneficiar os perfis de crédito dos produtores de minério de ferro, particularmente o da Vale, que recebeu uma nota BBB- com viés negativo após o desastre de Brumadinho.

No entanto, o fluxo de caixa adicional também poderia beneficiar as classificações de crédito do Grupo BHP e da Rio Tinto, classificadas como A / estável; da chilena CAP, que obteve um BBB- / estável; da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que ganhou um B- / estável, e do Fortescue Metals Group, que obteve um BB+ / estável.

Para os especialistas da Fitch, as mineradoras não devem esperar pelo uso de fundos adicionais para melhorar seus créditos porque a oferta deve voltar ao normal.  

A Fortescue, por exemplo, retomou embarques menos de uma semana após a interrupção dos embarques portuários, enquanto o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) retirou neste mês a liminar que suspendia a produção da mina de Brucutu, o que significa que parte de sua produção anual de 30 milhões de toneladas voltará ao mercado.

“Nosso patamar de preços de minério de ferro para fins de classificação atualmente é de US$ 75 / dmt para 2019. Esperamos que parte do aperto na oferta e deslocamento do mercado sejam transitórios, que o volume de produção perdida diminua e que o preço do minério recue na segunda metade de 2019 “, afirmou o relatório. As informações são da Bloomberg.

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