Mineração a seco é apontada como solução sustentável durante seminário

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Idealizador do Eco Gold System Joares, uma máquina que utiliza a técnica de mineração a seco de ouro e cobre, Juarez afirmou que o emprego de tecnologia será a solução para os riscos ambientais das barragens.

“A questão ambiental no Brasil só poderá ser melhorada com soluções sustentáveis e ecológicas. O evento abriu a oportunidade desse debate e a mineração a seco foi citada, o que é muito relevante. Perceber que as autoridades estão dispostas a falar sobre o assunto é um grande começo para sanar questões urgentes de segurança”, declarou Juarez.

O evento também contou com a presença de autoridades como o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Charles Dumaresq, vice-presidente da Associação de Mineração do Canadá.

Durante o seminário, o governador de Minas Gerais falou sobre a importância da inovação nas empresas de mineração para que os processos sejam mais seguros.

Zema também ressaltou o quão essencial é o setor de mineração para o Estado e lembrou que os empreendimentos precisam trabalhar para reverter a má impressão deixada aos brasileiros após tragédias como a de Mariana e mais recentemente Brumadinho.

Mineração a seco

Também chamada de “beneficiamento a seco”, a técnica de mineração tem esse nome porque não utiliza água. Por causa disso, rejeitos barrosos não são gerados, o que dispensa a necessidade do uso de barragens.

A avaliação de que a técnica pode ser o futuro da mineração é, inclusive, um dos posicionamentos da Vale, proprietária da barragem rompida em Brumadinho (MG), em janeiro deste ano.

Desde 2016 a empresa já vinha adaptando sua forma de trabalho para diminuir a necessidade do uso de barragens. A ideia da Vale é que até 2025, cerca de 70% de todas as minas da empresa funcione com mineração a seco.

Um dos principais exemplos práticos da mineração a seco é o projeto S11D da Vale. De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o projeto está em funcionamento no Pará desde 2017 e o objetivo da companhia brasileira é que até 2022 o Estado do Norte tenha 70% da mineração de ferro a partir da técnica. Atualmente pouco mais de 40% é produzido assim, com pouco uso de água.

Eco Gold System Joares

Lançado no ano passado e inovador no setor, o Eco Gold System Joares não utiliza água no processo de separação do ouro e cobre. Juarez Filho lembrou que o projeto é resultado de uma pesquisa de 10 anos e que seu surgimento se deu devido a um entendimento que a mineração brasileira precisava evoluir.

“A preservação ambiental não é uma moda, ela veio para ficar. Cada vez mais estamos nos conscientizando que é preciso buscar alternativas ecológicas que respeitem o meio ambiente e sejam benéficas para as pessoas também”, declarou Juarez.

O equipamento de mineração desidrata a terra para depois moer e posteriormente, através de um avançado sistema, separar o ouro dos demais materiais. Ele também dispensa a utilização de produtos químicos como mercúrio e cianeto, o que impede possíveis contaminações no solo. As informações são do portal Segs.

Fonte:
https://www.noticiasdemineracao.com

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