Jazidas minerais são encontradas no fundo do mar

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Estudo da USP revela bactérias que formam reservas submarinas de cobalto, níquel, molibdênio, nióbio, platina, titânio e telúrio 

Você sabia que a mineração também está no fundo do mar? Um recente estudo realizado por oceanógrafos do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) revela que bactérias e microorganismos podem formar reservas submarinas de alguns minérios como cobalto, níquel, molibdênio, nióbio, platina, titânio e telúrio. Essa descoberta submarina torna o Brasil ainda mais rico em energias renováveis.

Esses minérios são primordiais para o desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente aquelas usadas em baterias recarregáveis e projetos para geração de energia de alta eficiência, substitutas dos combustíveis fósseis causadores do aquecimento global. 

As jazidas encontradas estão numa área conhecida como Elevação do Rio Grande. A região fica localizada em águas internacionais, a 1,5 mil quilômetros da costa brasileira, mas o Brasil obteve autorização da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ligada à ONU) para estudar seu potencial por 15 anos. A área onde se encontra a jazida tem três vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro e os “tesouros” estão a profundidades que vão de 800 a 3 mil metros. 

Segundo a USP, a jazida se formou durante a separação do supercontinente Gondwana (que deu origem à África e à América do Sul), a Elevação Rio Grande era uma ilha que afundou há 40 milhões de anos devido ao peso da lava de um vulcão e à movimentação de placas tectônicas.

O Brasil solicitou à ONU, em 2018, a ampliação da sua plataforma continental, para incluir a Elevação Rio Grande na zona marinha exclusiva do país. A descoberta foi publicada recentemente pela revista Microbial Ecology e contou com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP. Além disso, as expedições foram a bordo do RRS Discovery, navio da realeza britânica.

Existem apenas quatro áreas no planeta com potencial semelhante: Fratura de Clipperton e o monte submarino Takuyo-Daigo, ambos no Pacífico Norte, além do monte submarino Tropic, no Atlântico Norte. A viabilidade ou não da exploração futura desses minérios na Elevação do Rio Grande dependerá de aprofundamento na pesquisa. 

Com informações da FAPESP USP e Click Petróleo e Gás

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