Irídio: metal raro tem valorização recorde e vale três vezes mais do que ouro

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O irídio é um metal raro, subproduto da mineração de platina e paládio, tão resistente à corrosão e às altas temperaturas que se tornou um material quase essencial na fabricação de motores de aeronaves, catalisadores de automóveis ou tubos de águas profundas. Seu uso também se estende a velas de ignição, dispositivos médicos, eletrônicos e até em relógios e bússolas. 

O irídio e essencial para fabricação de motores de aeronave. Crédito: IBA: Instituto Brasileiro de Aviação 

Com uma tonalidade branco-prateada e uma ligeira coloração amarela, é considerado um metal extraterrestre porque é abundante em meteoritos e é muito raro na crosta terrestre. Descoberto em 1803 entre as impurezas insolúveis da platina natural, o irídio é um elemento tão raro na Terra que é comercializado em pequenas quantidades.

A sua maior escassez nos últimos tempos promoveu uma supervalorização. Neste ano, o preço do metal cresceu 131%, superando o aumento do bitcoin, que foi de 120%. Neste momento, o irídio é três vezes mais valioso do que o ouro, com um preço de US$ 6 mil a onça (medida de peso equivalente a cerca de 28 gramas. Cotação de 28 de março de 2021).

A tendência de alta se acelerou devido à interrupção na produção em 2020 após o fechamento, por vários meses, de uma planta de processamento na África do Sul, país que produz entre 80% a 85% do irídio do mundo. Além disso, houve uma crescente demanda pelo metal, principalmente para fabricação de telas eletrônicas, segundo dados da Heraeus Precious Metals, uma das maiores refinarias de metais do grupo da platina do mundo. 

Cerca de 250 mil onças do metal são produzidas a cada ano, em comparação com cerca de 10 milhões de onças de paládio e 8 milhões de onças de platina, de acordo com a agência de notícias Reuters. No Brasil, não existe registro na Agência Nacional de Mineração (ANM) que contabiliza a produção do metal.  

Em termos de demanda, em 2020, 31% do metal foram consumidos pelo setor elétrico, 26% pelo setor eletroquímico, 13% pelo setor automotivo e o restante por diversos outros setores. De acordo com a Heraeus Precious Metals, a demanda por irídio deve ser impulsionada pelo desenvolvimento do mercado de smartphones 5G e outros produtos que usam luzes de LED.

Com informações da BBC Brasil e da Revista EXAME

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