Importações de minério de ferro da China caem ao menor nível em 18 meses

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Os desembarques de minério de ferro, principal matéria-prima da produção de aço, foram de 80,7 milhões de toneladas no mês passado, a menor desde outubro de 2017, mostraram dados da Administração Geral de Alfândega divulgados nesta quarta-feira (8). Isso se compara a 86,4 milhões de toneladas em março e 82,9 milhões de toneladas em abril de 2018.

Para os primeiros quatro meses de 2019, a China importou 340,2 milhões de toneladas de minério de ferro, mostraram dados alfandegários, com queda de 3,7% em relação a 353,3 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.

Dados de rastreamento de navios e portos compilados pela Refinitiv mostram que os embarques de minério de ferro do Brasil para a China caíram acentuadamente desde janeiro, na sequência de um desastre na barragem de rejeitos que matou centenas de pessoas.

A Vale suspendeu 92,8 milhões de toneladas de sua capacidade de 400 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e as suspensões devem persistir até 2020. As operações também foram interrompidas por causa de fortes chuvas no Sistema Norte, no final de março.

Dados do Ministério do Comércio do Brasil mostraram na semana passada que o país embarcou 18,34 milhões de toneladas de minério de ferro em abril, uma queda de 17% em relação a março e uma queda de 29% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entretanto, os analistas esperam que a demanda por minério de ferro na China caia nos próximos meses devido ao aumento das medidas antipoluição em algumas das principais cidades siderúrgicas.

O governo da cidade de Tangshan, a maior produtora de aço da China, emitiu na semana passada uma declaração ordenando que as usinas reduzam as operações em maio em cerca de 30%, ante 20% em abril, o que afetaria aproximadamente 120 mil toneladas de produção de aço bruto e 200 mil toneladas de demanda por minério de ferro.

“No entanto, como a produção total de aço foi muito maior do que no ano passado, a demanda por minério de ferro permanecerá mais forte do que no mesmo período do ano passado, apesar das restrições à produção”, disse Zhao Yu, analista da Huatai Futures, antes da divulgação dos dados da Alfândega.

As informações são da Reuters, retiradas do site www.noticiasdemineracao.com

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