Carros elétricos e energia limpa são novas apostas de investimentos e demandam mais minérios

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Desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente, aquecimento global e legislações ambientais exigentes ao redor do mundo são preocupações de praticamente todas as nações. 

Uma das promessas eleitorais de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, é promover uma revolução na indústria automobilística com foco nos carros elétricos, que são mais sustentáveis e agridem menos o meio ambiente.  Também faz parte do projeto de Biden investir em energia renovável e rede elétrica para impulsionar a economia e combater as mudanças climáticas. 

O plano que ainda requer aprovação do Congresso norte-americano prevê um pacote de infraestrutura e estímulo de US$ 2,25 trilhões, com o objetivo de catalisar investimentos em uma economia de energia limpa e incentivar tecnologias de baixas emissões, necessárias para limitar o aquecimento global. 

A iniciativa daria uma extensão de 10 anos para créditos tributários que beneficiam projetos de energia eólica, solar e outras fontes renováveis. Biden também busca aprovação do Congresso para destinar verbas e conceder descontos em veículos elétricos, pontos de recarga e ônibus escolares elétricos com o objetivo de reduzir a demanda por automóveis convencionais movidos a gasolina. Cerca de US$ 174 bilhões em fundos do governo iriam para iniciativas de veículos elétricos, segundo comunicado da Casa Branca com um resumo do plano de Biden.

Mais demanda por minérios

Na prática, o projeto americano deve criar uma demanda por minérios específicos, como o lítio, utilizado na produção de baterias. Os automóveis são responsáveis por 25% das emissões de poluentes globais, de acordo com relatório da Conferência sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em 2018. 

Inúmeros bens minerais são importantes para a produção de carros elétricos, dentre eles estão o cobalto, níquel, manganês, alumínio, ferro, fósforo, lítio, carbono, elementos terras-raras e o nióbio. O espaço de mercado a se estabelecer nos próximos anos é especialmente atraente ao Brasil, que dispõe de recursos minerais que são fontes destes elementos. 

“O Brasil é um dos principais players do setor mineral mundial, graças à sua vasta extensão territorial, plataforma continental e zona econômica exclusiva, apresentando diferentes e importantes formações geológicas, com uma grande diversidade mineral. Dentre os principais minerais necessários para este projeto, o país é o maior exportador de nióbio, do mundo, o segundo maior de ferro e estamos à frente da exportação de diversos outros minerais necessários para o mercado automobilístico e energia limpa”, afirma o diretor presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Flávio Penido. 

Fonte: portaldamineracao

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