Cade aprova compra da divisão de águas da Nestlé pela Indaiá

Vale diz que não há previsão para retomada da Samarco
29 de julho de 2018
Governo planeja leiloar 5 lotes para exploração mineral em dezembro, diz CPRM
29 de julho de 2018

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições, nesta quinta-feira, a compra da divisão de águas da Nestlé Waters pela Indaiá Minalba. Na avaliação da autarquia, há várias empresas desse segmento em atividade no país, entre as quais grupos de grande porte, o que faz com que o ato de concentração, anunciado há cerca de quatro meses, não ofereça risco à concorrência. O valor da aquisição não foi revelado.

Segundo nota técnica produzida pelo Cade, as empresas justificam a operação como sendo parte de uma estratégia de ampliar o mercado de águas minerais no Brasil. As requerentes argumentam que a integração das duas companhias contribuirá para aumentar a oferta de água mineral no Brasil, cujo mercado está em franco crescimento, com uma demanda potencial ainda a ser explorada.

“Ainda segundo as partes, a aquisição em pauta tende a trazer ganhos de eficiência para o mercado como um todo e expansão da capacidade logística da adquirente, … contribuindo para queda de preços e melhoria da qualidade graças à integração das unidades produtivas; à ampliação do acesso a fontes aquíferas; à ampliação da escala de comercialização de marcas de importância internacional; e à diluição significativa dos custos de distribuição”, diz um trecho do documento.

Na nota, o Cade explica que, de maneira geral, a produção industrial de águas para consumo humano pode ser dividida em três grandes grupos: a água comum purificada, a água mineral e a água mineralizada. A água comum purificada é aquela encontrada nos rios e lagoas e que passa por algum tipo de processo de purificação para os múltiplos usos domésticos e industriais, inclusive para beber, a depender da qualidade do tratamento.

A água mineral é aquela extraída do subsolo, diretamente da natureza, de poços (fontes) naturais ou artesianos, abertos artificialmente. É caracterizada pela existência natural de sais minerais na sua composição físico-química, dissolvidos no meio aquoso por meio do contato das águas subterrâneas com rochas minerais. Já a água mineralizada é a água comum que, após a sua purificação, passa por um processo industrial em que são adicionados sais minerais artificialmente.

“O mercado relevante do presente ato de concentração envolve esses dois últimos grupos de águas industriais, de águas minerais e mineralizadas, que usualmente são considerados como um único mercado pelo fato das águas serem compostas de sais minerais, envasadas e destinadas ao consumo humano direto, ou seja, para beber. São, portanto, produtos da indústria alimentícia”, destaca o Cade.

De acordo com o estudo feito pela autarquia, o consumidor brasileiro diferencia o produto “água mineral” essencialmente em função da capacidade da embalagem, optando por frascos pequenos, se o objetivo for o consumo imediato, ou embalagens retornáveis, como a de 20 litros, se o consumo for voltado para famílias ou estabelecimentos comerciais; ou entre a água com gás ou sem gás. Há pouca distinção de marcas e características minerais do produto. “

Outro ponto destacado na nota técnica é que as duas empresas possuem distribuição das suas marcas de água mineral em todo o território nacional. Quanto à produção, a Indaiá envasa água mineral em 11 estados brasileiros: CE, SP, BA, PA, PE, PB, SE, DF, GO, AL e MA. Já a Nestlé Waters atua nos seguintes estados: SP, RJ e MG.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/cade-aprova-compra-da-divisao-de-aguas-da-nestle-pela-indaia-22921569#ixzz5MQ7Jyt3f

Fonte: O Globo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

× Como posso te ajudar?